sexta-feira, 27 de março de 2009

cumplicidades

Abraçou o seu corpo de guitarra e pressionou-lhe leve mas firmemente os dedos contra aqueles pontos no seu pescoço, que tão bem conhecia, desencadeando-lhe o primeiro gemido. O primeiro de muitos, que, com destreza arrancava em cada deslize percorrido, em cada investida ritmada contra nervos tensos, num improviso de movimentos estudados. Colados os dois, íntimos e cúmplices, fizeram desses amores hinos, quentes e húmidos, como as noites de Havana.

(ver até ao fim)

COMPAY SEGUNDO - Beso Discreto

16 comentários:

salvoconduto disse...

Com aquela idade e ainda beijava daquela maneira. E que bem que ele a acariciava.

BlueVelvet disse...

Há homens que dedilham uma mulher com a delicadeza com que um artista dedilha a sua viola.
Curioso é que dancei esta música em Cuba,num catamaran,em biquini, e um dos músicos sempre que cantavam "asi" dava-me um beijo no ombro.
Como éramos um grupo grande com várias mulheres é coisa para ainda fazer um post sobre isso e pôr a fotografia.
Ai, do que me foi lembrar.
É a Pitanga que me chama para ir ouvir a música que pôs no blog "para mim" e agora isto.
A minha noite vai ser povoada de lembranças.
Beijinhos de mim para Si

Antonio saramago disse...

Olha eu a entrar ao trabalho com uma músiquinha destas hem!!!!

Patti disse...

Diz que desde ainda muito criança, era ele que enrolava os charutos da sua avó.
Muito bom, mesmo!
Bom fim-de-semana Si.

Si disse...

Salvo,
Há coisas que a idade não prejudica, só melhora...

Si disse...

Velvet,
Quero ler esse post!
Infelizmente, quando estive em Cuba, já Compay tinha falecido, mas a sua música é eterna.
Beijinhos

Si disse...

António,
É fantástico para apreciar melhor o fim de semana que aí vem!

Si disse...

Patti,
Era sim. Compay começou a fumar charuto aos 5 anos, e nunca mais parou, até morrer com 95 anos!
Ele e Ibrahim Ferrer são dois dos meus ídolos da música cubana.
Beijinhos e bom fim de semana

Pitanga Doce disse...

É impossível ouvir este ritmo sem começar a dar de ombros e a mexer os pés. Já me imagino numa roda com uma saia de folhos e cabelo solto a dançar como se não houvesse amanhã.

Foi o que a Blue fez e que sorte tem!

beijos e bom dia

Antonio saramago disse...

Olha, o meu fds, tá feito, tenho de BOLIR!!!!

Gi disse...

Hoje vou ouvir e dançar música do "Caribe". Claro que em cd's debitados por um leitor.

Pelo menos o Sr. não fuma charuto ao mesmo tempo que dedilhava a sua dama; tinha bom gosto. ;)

paulofski disse...

Imaginei-me com ele fumar um puro e a escutar as suas canciones!

Bom fim-de-semana

ana v. disse...

Lindos, ambos: a música e o texto que a apresenta.
Bom fim-de-semana

Luísa disse...

A guitarra tem, para mim, um encanto especial, Si. É o som, a versatilidade e essa ligação de que fala, braço a braço, corpo a corpo. A minha filha estuda guitarra clássica e, há dias, houve, na academia, uma audição das classes de conjunto, em que os professores põem os alunos a tocar músicas ligeiramente menos clássicas e ligeiramente mais modernas ou exóticas. Os dois conjuntos, de três guitarras, mostraram-se muito «virtuosos», e proporcionaram um momento agradabilíssimo. Ainda hei-de ver se encontro no iTunes as músicas que tocaram.
Gostei muito de a ler e de ouvir o Compay Segundo y sus Muchachos. :-)

Si disse...

Luísa,
As guitarras - clássica, portuguesa, cavaquinho, 12 cordas, viola braguesa, eléctrica e eu sei lá mais o quê, desde que fosse 'tocável'- fazem parte da minha memória familiar e estão directamente ligados a serões absolutamente inesquecíveis em que desfilavam, misturadas, músicas tradicionais portuguesas, fados de Coimbra, Andre Segovia, baladas argentinas, bossa nova ou sertanejas!

Filoxera disse...

Hmmm!...
E eu que adoro cumplicidades...
Beijos.